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Dribles do destino

A história da italiana Nádia Pizzo e do brasileiro Lalo de Almeida é quase um conto de fadas – quase porque ele não chegou em um cavalo branco, foi ela que desembarcou na porta da casa dele!

Fotos: Angelo Dal Bó; Divulgação. Ilustração: Daniel Kondo

Eles se conheceram em Milão, no início dos anos 90. Ela morava ali desde os 19 anos, quando deixou a cidade natal, San Remo, para estudar moda no Instituto Marangoni. Ele estava terminando o curso de fotografia no Instituto Europeu de Design. “Ficamos amigos, ele voltou para o Brasil e me convidou para conhecer o país.” Pouco tempo depois, ela desembarcava por aqui para viver as férias mais especiais de sua vida.

Nos últimos 15 dias dos 30 que ela passou em terras brasileiras, eles começaram a namorar. Nádia tinha 28 anos, voltou para Milão, fechou o apartamento, fez as malas e veio morar no Brasil, na casa dos sogros. Casaram no cartório e, um ano depois, deram um festão para selar o encontro. “Ganhei na Mega-Sena! O amor continua. Tive a sorte de encontrar a metade da laranja”, conta. Uma vez mais, o acaso bateu à sua porta e ela foi trabalhar com o estilista Ocimar Versolato, com quem fez uma coleção em Paris.

Quando saiu do Versolato, passou a dar aulas de culinária na ONG Instituto Acaia, cuja diretora é cunhada da proprietária do Ráscal. Não deu outra: foi convidada a trabalhar no Ráscal e, sete anos depois, assumiu a chefia executiva do restaurante. Vieram as filhas, Nina e Vera, e uma rotina imprevisível, já que Lalo viaja muito a trabalho. “É um casamento perfeito porque, quando estamos juntos, é maravilhoso, aproveitamos bem o tempo.” Mas não é só isso. Você acredita que não há nada nele que a incomoda? “Não há. O único defeito dele é gritar quando fala ao telefone”, diverte-se. Se ela fincou raízes no Brasil por causa de um grande amor, pretende levá-lo de volta à Europa: “Temos planos de morar em uma pequena cidade europeia, que proporcione outro estilo de vida. Lalo também tem esse desejo. Tudo combina!”, comemora.

Nádia e Lalo, com a filha Nina.
A chef executiva do Restaurante e FattoriaRáscal
Ilustração de Daniel Kondo inspirada na escultura O beijo, de Rodin.

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Logo de cara, o chef Felipe Rodrigues faz questão de esclarecer o apelido que recebeu na época em que estudava em Porto Alegre: Santo. “Não é que eu sou santinho não, é porque nasci em Santo Ângelo, interior do Rio Grande do Sul”, diz.

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