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A arte de fazer perguntas

Segundo especialistas em desenvolvimento humano, a partir dos três anos de idade nos tornamos questionadores. Aos 37 alguns são capazes de desenvolver tecnologias que nos deem respostas. Você não? Sam Altman sim.

por Andressa Gomes

Andressa Gomes, colaboradora Jornal aQuadra
Andressa Gomes

“Por que você é Flamengo e meu pai Botafogo?”. Essa e mais inúmeras perguntas são feitas por Adriana Calcanhotto, na música “Oito anos”. Segundo especialistas em desenvolvimento humano, a partir dos três anos de idade nos tornamos questionadores. Tudo-queremos-saber. E se aos três queremos saber, aos 37 alguns são capazes de desenvolver tecnologias que nos deem respostas. Você não? Sam Altman sim. 

Copresidente da OpenAI, Samuel é criador do ChatGPT, uma ferramenta de inteligência artificial que te dá todas as respostas – desde que você saiba como perguntar. 

Seja por curiosidade ou pela gratuidade da ferramenta, a novidade já foi testada por 6% dos brasileiros, segundo pesquisa da Hibou. “Deixa eu testar se funciona mesmo essa bagaça” pode ter sido repetido no lar do seu vizinho, no escritório da sua namorada, até mesmo por aquela sua tia distante e quiçá por você (antes ou depois de ler essa matéria). 

Chamado de “modelo de linguagem”, o ChatGPT é capaz de gerar respostas coerentes e naturais a perguntas ou declarações feitas por usuários. Dentro de interações entre consumidores e marcas, pode ser usado para diferentes tarefas, incluindo atendimento ao cliente, assistência virtual, geração de texto e muito mais. 

Por mais que eu tenha me debruçado em pesquisas para descobrir instituições, museus, galerias, restaurantes ou até mesmo baladas paulistanas (risos) que estejam usando o ChatGPT no dia a dia, para trazer diferentes realidades a esse texto, não encontrei registros. No entanto, pasmem: 

  • Um canadense usou a inteligência artificial para simular troca de mensagens com a noiva morta há 8 anos. Foram dez horas de conversa e uma sensação perturbadora de que era uma interação real, embora impossível.
  • Nos EUA, o gerente de design Ammar Reshi utilizou as duas ferramentas de IA para desenvolver um livro infantil: com o ChatGPT ele criou os textos e com o Midjourney criou as ilustrações da obra. Todo o processo levou menos de 72 horas, e o livro foi publicado na Amazon logo em seguida.

 

Assustador? Bizarro? Indiferente? Não sei dizer. São vários os sentimentos, os medos, as sensações e contraditoriamente ao uso da ferramenta: são muitas perguntas sem respostas. O fato é um só: toda inteligência artificial, da Siri ao ChatGPT, nasce da curiosidade humana. Desde a criação, até o uso. 

Por que você é Flamengo e meu pai Botafogo? O que significa “impávido colosso”? Por que os ossos doem enquanto a gente dorme? Por que os dentes caem? Por onde os filhos saem? Por que os dedos murcham quando estou no banho? Por que as ruas enchem quando está chovendo? Quanto é mil trilhões vezes infinito? Quem é Jesus Cristo? Onde estão meus primos?

A humanidade evolui, as tecnologias acompanham, mas a essência é a mesma. Somos questionadores por natureza. Explique essa, ChatGPT.  

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