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Moradores X Construtoras

por Joe Doe

Jornal aQuadra - ed.22 - Moradores X Construtoras

Com 4,1 quilômetros de extensão, a Avenida Rebouças é dotada de infra estruturaurbana, conecta importantes ruas e atravessa quatro bairros. O Eixo Rebouças foi seestabelecendo como território de usosdiversificados: comerciais, de serviços ehabitacionais. Assim, a revisão do Plano Diretor Estratégico de 2014, diante dascaracterísticas de ocupação e pela farta rede de transporte público, classificou a áreacomo “Eixo de Estruturação da Transformação Urbana”, o que proporcionou apossibilidade de maior adensamento construtivo, além de estabelecer parâmetros deocupação condicionados ao incentivo do uso do transporte público.Um exemplo do impacto disso é que, segundo monitoramento da prefeitura, esseslocais tiveram um crescimento de 411% em área construída de 2017 a 2019 em relaçãoao triênio anterior, subindo de 293 mil metros quadrados entregues para 1,2 milhão.Os exemplos são visíveis, com edifícios entregues ou em construção em locais como aAvenida Rebouças e o entorno da estação Vila Madalena.“A modernização dos corredores e a possível construção de um prédio na Rua EstadosUnidos geraram polêmica. Mas é preciso fazer uma análise profunda na região paraavaliar os melhores caminhos. Para evitar sombra nas casas, de fato, não cabemprédios, mas por que não fazer predinhos de três andares, com ou sem fachada ativa edois andares de apartamentos com 250 metros de tamanho mínimo? Acho boa arevisão, pois é preciso corrigir alguns pontos no plano em outrasregiões também”, avalia Andrea Matarazzo.

“As atualizações no Plano Diretor são importantes por que a sociedade vai mudando e é preciso adequar a cidade a essas transformações. A participação da população nesse processo é fundamental.”
Jornal aQuadra - ed.22 - Moradores X Construtoras
Andrea Matarazzo
“O processo revisional é um diagnóstico de como o plano funcionou até aqui. Portanto, é um e sforço responsável na busca pelo equilíbrio socioambiental.”
José Police Neto

Temendo que esse ponto da Lei de Zoneamento se torne o foco da revisão do plano,associações de moradores dos bairros paulistanos e as incorporadoras responsáveispor novas construções se mobilizam para defender seus interesses. Em reunião virtualcom a Ame Jardins, dia 11 de maio, o Secretário Municipal de Urbanismo eLicenciamento, Cesar Angel Boffa de Azevedo, responsável pela condução do processode revisão do Plano Diretor Estratégico da cidade no âmbito do Poder Executivo,demonstrou plena disposição para dialogar com todos os agentes fundamentais para ocrescimento da cidade, ou seja, a sociedade civil organizada e setores econômicos,como o da construção civil. Esclareceu que não haverá alterações que não sejampactuadas, conversadas, dialogadas com tais agentes, ressaltando que todos terãotratamento com mesmo grau de importância. “Para quea opinião dos moradores seja assimilada e apresentada de forma organizada, aassociação de bairro, como membro da sociedade civil organizada, representa osmoradores, Por isso, precisamos dos moradores incidindo localmente nos seus bairros.Só assim vamos ter cidades melhores para todos”, afirma Daniela Cerri Seibel,presidente da associação de bairro Ame Jardins.Paraa moradora Maria Wilma Rispoli Marigo, “os novos prédios híbridos na Rebouças,com novos moradores, cinema, restaurantes e lojas, estão acabando com serviçoscomo lavanderia, por exemplo, porque os imóveis ficaram caríssimos. Os pequenos emédios negóciosde-veriam ocupar os corredores, como o da Rebouças. Minha ideia éque o Plano Diretor beneficie a todos, evitando levantar mais espigões e pensandomais no lazer, no transporte e no bem-estar”.

“Vivemos um momento emergencial em que é muito importante que a prefeitura e a sociedade se mobilizem para reduzir os impactos da pandemia: adaptação de escolas, geração de empregos, habitação, ampliação de ciclovias.”
Jornal aQuadra - ed.22 - Moradores X Construtoras
Fernando Túlio

FIQUE LIGADO

Para garantir amplo acesso e transparência ao debate de ideias, a Prefeitura de São Paulo criou o site https://planodiretorsp.prefeitura.sp.gov.br/, que permitirá que os cidadãos contribuam de forma efetiva com a revisão parcial do Plano Diretor.

Consta no site que o processo de revisão está dividido em cinco eixos: instrumentos de política urbana, meio ambiente, mobilidade urbana, habitação e desenvolvimento econômico e social. 

O cronograma prevê que a primeira proposta de revisão será publicada entre agosto e setembro. A segunda versão sairá até outubro, a terceira e a quarta até novembro, a fim de que a minuta do projeto de lei esteja pronta para envio à Câmara em dezembro.

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