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De corpo e alma

O francês Alexandre Allard dedica-se a dar corpo à Cidade Matarazzo e manter sua alma por meio da revitalização de prédios históricos.

fotos: Ruy Teixeira/Divulgação; retrato Bob Wolfenson/Divulgação; Gabriel Matarazzo/Divulgação

Alexandre Allard - Revitalização Cidade Matarazzo - Jornal aQuadra

Há 10 anos, a empreitada do francês Alexandre Allard é transformar o terreno de 30 mil metros quadrados que abrigou o Hospital Umberto Primo e a Maternidade Matarazzo, de 1918, em um moderno complexo que promete se tornar um marco em São Paulo – a Cidade Matarazzo, perto da Avenida Paulista.

Como o senhor define a Cidade Matarazzo?
A Cidade Matarazzo vai muito além de um empreendimento: é uma comunidade, pessoas de todo o mundo e com as mais variadas experiências, que têm em comum uma nova consciência de mundo, de humanidade e da natureza. O projeto representa a maior recuperação de umpatrimônio histórico no Brasil e sua transformação em um novo endereço de restauração da alma – no sentido mais completo e transcendental da palavra. Éurgente repensarmos nossa forma de viver, resgatarmos a conexão definitiva e divina com a natureza. Vejo o projeto como um grande campus educacional com soluções inovadoras que servirão de inspiração para a cidade do futuro. Pautados porvalores de humanidade e da natureza, desenvolvemos modelos de negócio integrativos e sustentáveis.

“O estilo de viver, hoje, não é mais sobre o que se tem. Está ligado ao tempo e à qualidade das nossas relações com as pessoas e com a natureza”

Alexandre Allard

Na prática, como isso funcionará?
O Matarazzo trabalha com seis grandes verticais – Hospitalidade, Green Business, Moda, Gastronomia, Cultura, Wellness – e a diversidade permeia tudo o que fazemos. O repertório de atividades é diverso (abrange desfiles de moda, exposições de arte, aulas de gastronomia, concertos, palestras e muito mais) porque nossa missão é agregar pessoas, conhecimentos, experiências. Trabalhamos com grifes internacionais, artesãos do Brasil profundo, comunidades indígenas da Amazônia, artistas da periferia, e empreendedores criativos que valorizam o patrimônio verde do Brasil. O resultado dessa mistura, da confluência e da convergência de todas essas pessoas é enriquecedor.

Qual é sua visão sobre estilo de viver?
Amor, criatividade e natureza: tudo o que é mais valioso na vida é gratuito! Dou valor ao que importa e me ocu-po em aprender com as coisas que amo. Gosto da natureza, da criatividade, de estar com pessoas entusiastas, apaixonadas pela vida. Gosto de viver experiências autênticas. Hoje, é isso que me faz vibrar. Sou prático e faço escolhas cada vez mais conscientes. E sou cada vez mais feliz assim.

O novo luxo é experiencial?
A população – e particularmente as novas gerações – precisa cada vez menos de possuir bens e cada vez mais de recuperar os preciosos minutos que a vida lhe dá. Passamos do consumo desenfreado de bens descartáveis, e que poluem o planeta, ao apreço pelos momentos preciosos de vida que guardamos para sempre em nossos corações. No Matarazzo, incitamos ao limite extremo a qualidade, a excelência e a criatividade. Seja na revitalização dos prédios centenários, seja na construção de novos edifícios, existe um denominador comum: a beleza. A beleza majestosa que advém do trabalho dos artesãos, artistas, arquitetos. Imergir as pessoas nesse oásis de beleza será uma experiência positiva.

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