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Os rios invisíveis de São Paulo

Agente nem imagina, mas a rua em que caminhamos pode estar sobre um rio. Estima-se que debaixo de ruas, calçadas, avenidas, edifícios e shoppings da cidade de São Paulo há mais de 300 rios, ou 1.500 quilômetros de cursos d’água escondidos, canalizados sob o concreto.

foto: Divulgação; Renan/Unsplash (São Paulo)

Isso aconteceu em decorrência do desenvolvimento urbano, que soterrou rios e retificou a trajetória de outros. O rio Pinheiros, antes repleto de curvas sinuosas, foi retificado e teve seu curso invertido em 1928, quando o norte-americano Asa White Kenney Billings, engenheiro da Light, viu essa solução para aumentar a geração de energia. Dessa forma, resolveu o problema eminente da crescente população, mas, por conta dessa inversão, transformou o rio Pinheiros num canal em que a água deixou de correr e, por isso, houve um acúmulo de sedimentos, provocando o assoreamento.

Nos anos 50, com o desenvolvimento econômico que fez surgir várias fábricas de automóveis, o carro tornou-se símbolo do Brasil pujante. Para eles trafegarem, o único espaço para fazer avenidas era sobre os rios, pois os morros já estavam ocupados.

Assim, ao longo dos anos, muitos rios foram canalizados e aterrados para dar lugar a construções e vias urbanas. E acabou tornando-se um problema para a cidade, uma vez que as galerias pluviais não conseguem dar conta do volume de água em períodos de chuva intensa, causando enchentes e alagamentos.

A avenida Nove de Julho, próxima à avenida Paulista, foi construída sobre o rio Saracura, que corre até a Praça da Bandeira. Do outro lado, na zona oeste, a Nove de Julho encobre o córrego Iguatemi, afluente do rio Pinheiros.

O córrego do Bixiga atravessa o bairro da Bela Vista e passa embaixo da Câmara Municipal. O córrego Pacaembu, afluente do Tietê, tem sua nascente nos morros no entorno do estádio Pacaembu, e corre sob a avenida Pacaembu. A avenida Bandeirantes passa por cima do córrego da Traição, afluente do rio Pinheiros. O córrego Águas Espraiadas está sob a avenida Roberto Marinho. O córrego Antonico, sob a avenida Jorge João Saad, passa pela favela Paraisópolis, pelo estádio do Morumbi e deságua no Pirajussara, afluente do rio Pinheiros. O rio Pirajussara, que nasce no município de Embu das Artes, passa por Taboão da Serra e deságua no Pinheiros, em São Paulo, é encoberto pela avenida Eliseu de Almeida.

A avenida Luiz Inácio de Anhaia Mello, na zona leste, foi construída sobre o rio da Mooca, afluente do rio Tamanduateí.

A avenida Salim Farah Maluf, que separa os bairros do Tatuapé e do Belém, na zona leste, flui sobre o rio Tatuapé, afluente do Tietê.

A avenida Inajar de Souza atravessa a zona norte e acompanha o traçado do córrego Cabuçu de Baixo, afluente do rio Tietê.

Rios DesCobertos

Projeto do Estúdio Laborg, com realização do Sesc São Paulo, a exposição Rios DesCobertos – Dos Jerivás aos Pinheiros explora e navega por um fascinante ecossistema vivo, que existe escondido sob o concreto da cidade.

Oitava edição do projeto de sensibilização socioambiental Rios DesCobertos, criado em 2016 e presente desde então em diversas unidades do Sesc, apresenta ao público a extensa bacia hidrográfica da cidade de São Paulo, em quase sua totalidade já escondida e coberta por ruas e avenidas. Nesta exposição, o Rio Pinheiros é navegado de forma provocadora e interativa, por meio de instalações, mapa, maquete, projeções, recriando as trilhas que levaram a história de um dos mais importantes cursos d’água da cidade a sofrer intervenções que alteraram a sua forma e a ocupação às suas margens – obras decisivas para que a cidade chegasse à sua forma atual.

Sesc Interlagos
Av. Manoel Alves Soares, 1100 Até 10 de dezembro
@sescsp

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Modo de fazer
Sachê de especiarias
  • 1 cravo-da-índia
  • Pimenta-do-reino preta em grão a gosto
  • 1 folha de louro seco
  • 1 ramo de tomilho fresco
  • 4 talos de salsa
Material adicional
  • 30 cm de barbanteem grão a gosto
  • 1 quadrado de étamine (tipo de tecido para coar caldos) de 15 cm por 15 cm ou um pano tipo Perfex
Monique circulando com a sericleta.
os postais que imprime com o público
Monique circulando com a sericleta.
“As atualizações no Plano Diretor são importantes por que a sociedade vai mudando e é preciso adequar a cidade a essas transformações. A participação da população nesse processo é fundamental.”
Jornal aQuadra - ed.22 - Moradores X Construtoras
Andrea Matarazzo
“O processo revisional é um diagnóstico de como o plano funcionou até aqui. Portanto, é um e sforço responsável na busca pelo equilíbrio socioambiental.”
José Police Neto
“Vivemos um momento emergencial em que é muito importante que a prefeitura e a sociedade se mobilizem para reduzir os impactos da pandemia: adaptação de escolas, geração de empregos, habitação, ampliação de ciclovias.”
Jornal aQuadra - ed.22 - Moradores X Construtoras
Fernando Túlio

“O maior legado da Lina foi o modo de fazer uma arquitetura que tenha sentido, que crie ressonância no coração das pessoas, uma arquitetura que busca conforto, em todos os sentidos da palavra.”

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