Previsões dos tempos

26 jul 2020 - 22h52 | atualizado em 26 jul 2020 23h20
Jornal aQuadra - Crônicas - Washington Olivetto

“Aqui em Londres, no início deste ano, pipocaram na mídia on-line e off-line, milhares de previsões sobre o que deve acontecer nos anos 2020. Com muita curiosidade, mas sem nenhuma certeza, escolhi meia dúzia delas para acompanhar e reproduzir para os leitores de aQuadra.”

1 Tempo vai ser dinheiro. Mesmo.

Os melhores profissionais vão trocar aumentos de salário por mais tempo livre. Isso já vinha acontecendo desde os anos 90, mas deve se acentuar. Empresários mais atentos devem perceber que essa mudança pode aumentar a produtividade, em vez de diminuir.

2 Reconhecimento facial. O poder está na cara.

Essa tecnologia já está presente em muitos lugares. De escritórios a casas de show. E deve crescer. A questão é checar os limites dessa invasão de intimidade, que pode virar algo onipresente, com efeitos terríveis para a liberdade individual.

3 Distraídos. Vão se dar mal.

Cada vez que um funcionário olha seu telefone, checa seu WhatsApp ou se encanta com uma música nos seus fones, as empresas perdem dinheiro. Alguns estudos provam que essas perdas chegam a bilhões e bilhões de dólares. As empresas vão ficar de olho nisso. E trocar os mais distraídos pelos mais focados.

4 Vão faltar enfermeiras. Socorro.

Muitos países já vêm enfrentando uma escassez de profissionais de saúde. Problema que deve se agravar. O ano de 2020, quando a fundadora da enfermagem Florence Nightingale comemoraria
duzentos anos de vida, será o ano de maior déficit de profissionais dessa área. O pensador e futurólogo Kai Lee tem abordado esse tema em suas palestras. 

5 O trabalho enobrece o homem. Nem tanto.

 

Ricos dos Estados Unidos já começaram a se aposentar mais cedo. Chineses não querem mais trabalhar das nove da manhã às nove da noite, seis dias por semana. Uma nova geração, atenta à energia que dedica ao trabalho, mas também à energia que dedica às outras coisas da vida, deve se transformar na maioria formadora de opinião. E formadores de opinião mudam comportamentos.

6 Greta. De pirralha não tem nada. 

 

A crise climática aumentou violentamente em 2019 e o problema tem de ser resolvido nesta década. Em 2030, 184 países vão ter de cumprir os compromissos de redução de emissões que assumiram em Paris, no ano de 2015, a fim de manter o aumento da temperatura global abaixo de 2 graus centígrados. Alguns cientistas já dizem que uma meta de 1,5 grau centígrado seria uma vitória. Mas existem dúvidas. A única dúvida que não existe é que a menina Greta Thunberg, em 2030, não poderá mais ser chamada de pirralha, porque será uma mulher de 27 anos de idade.

* Washington Olivetto é um ícone da publicidade em todo o mundo. Um dos publicitários mais premiados de todos os tempos, foi o primeiro não anglo-saxão da história a entrar para o Creative Hall of Fame, do The One Club. Com dois livros autobiográficos publicados recentemente, hoje é consultor criativo da McCann para a Europa.

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